quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A morte da esperança

A máquina que nos promete realizações enclausurou-nos e colocou-nos em penúria. Nada mais sensato que perceber que a ingenuidade e a doçura se extirparam de nossas mentes, se encantar pela beleza da vida tornou-se um crime fadado a rejeição eterna.
Mas afinal qual é então o tempo de perceber desenhos em nuvesn, ter super-herois, vontade de mudar o mundo e acreditar nas pessoas? Ainda é uma incógnita de dolorida resolução. O sistema de massa e os meios de comunicação tem acelerado o processo de emburecimento das crianças, transformanmos a esperança que elas possuiam em indiferença, insegurança e descompromisso com o próximo. Fabricamos números e modelamo-as em pequenos adultos, com anseios e medos tão intensos quanto aqueles que realmente atingiram esta inverossímel fase.
Pois afinal ser adulto em muitas vezes é guiar-se apenas pela razão e esquecer dos sonhos e desejos. Ser criança em tempos com este é optar pelo ódio e pelo descrédito sem ao menos ter visto a "exuberância das flores". Pois a infância e a juventude afinal, tornaram-se apenas um sonho aureo de um passado distante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário